Mediunidade é uma palavra que todo mundo já ouviu e que poucos sabem de onde vem. Este texto volta à fonte: O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, na edição da Federação Espírita Brasileira (FEB). Citamos as passagens e dizemos o número do item. O que a obra não afirma, não acrescentamos.

A definição, no item 159

Kardec escreve: "Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium." (O Livro dos Médiuns, item 159)

Logo em seguida, no mesmo item, ele acrescenta que "Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo" e que "todos são, mais ou menos, médiuns". Ele observa, porém, que "usualmente" só se qualifica assim quem apresenta a faculdade "bem caracterizada", com "efeitos patentes, de certa intensidade". (O Livro dos Médiuns, item 159)

As espécies que o próprio Kardec enumera

Ainda no item 159, ele diz que os médiuns "formam tantas variedades quantas são as espécies de manifestações" e lista as principais: de efeitos físicos, sensitivos ou impressionáveis, audientes, videntes, sonambúlicos, curadores, pneumatógrafos e escreventes ou psicógrafos. São oito espécies na lista do autor, e não quatro nem duas. (O Livro dos Médiuns, item 159)

Duas grandes categorias

No item 187, Kardec propõe: "Podem dividir-se os médiuns em duas grandes categorias". A primeira é a dos médiuns de efeitos físicos, "os que têm o poder de provocar efeitos materiais, ou manifestações ostensivas". A segunda é a dos médiuns de efeitos intelectuais, "os que são mais aptos a receber e a transmitir comunicações inteligentes". E completa que as demais espécies "se prendem mais ou menos diretamente a uma ou outra dessas duas categorias". (O Livro dos Médiuns, item 187)

O que isso significa para quem está começando

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Fontes

Fotografia da capa: sala com cadeiras e uma mesa, acervo próprio da Mundo a Passeio.